CÓDIGO DA OBRA 
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Autor: Allan da Rosa
Ilustrador: Edson Ikê
Número de páginas: 96
Formato: 16,5 x 26,5 cm 
Temas: autoconhecimento, sentimentos e emoções; família, amigos e escola; encontro com as diferenças; diálogos com história e filosofia
Gênero: romance infantojuvenil
Conceitos-chave: história; negritude; identidade; Francisco Zumbi (1655-1695); ancestralidade; herança; quilombo.
 
 
Leia o livro
Pensando em facilitar a leitura dos livros, disponibilizamos Zumbi assombra quem? na íntegra, de forma que possa conhecer o livro e fazer a sua escolha antes que o título esteja disponível no Guia Digital do PNLD, processo que ocorre apenas na véspera da seleção.
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Sobre Zumbi assombra quem?
Zumbi é um tipo de monstro fedorento caindo aos pedaços ou um guerreiro pensante que mora nos vãos da terra? Dúvidas sobre seu corpo e sua história borbulham na cabeça do menino Candê, que mergulha nos detalhes da africanidade que leva nos poros, cabelos e passos.
Junto com seu tio Prabin, sua mãe Manta e sua vó Cota Irene, entre outros personagens inusitados que frequentam botecos e encruzilhadas de seu bairro periférico, neste livro colhemos cacos e cantos da história do Brasil e abrimos horizontes sobre a paternidade e as contradições entre celebrar e lamentar a Morte.
Zumbi assombra quem?, escrito por Allan da Rosa e ilustrado por Edson Ikê, é o caminho do aprendizado de Candê sobre lutas, brinquedos e mistérios de ancestrais quilombolas, descobrindo aventuras antigas que se misturam ao cotidiano de casa, da escola e à liberdade da rua, entre pipas soltas e esquinas respingadas de sangue. Pelos seus olhos de menino surgem os mistérios, alegrias e medos de Zumbi ao lidar com perguntas que desafiam seu povo há séculos.
Por que adotar o livro?
Zumbi assombra quem? convida os leitores a revisitarem a figura histórica de Zumbi dos Palmares a partir do olhar de Candê, um menino negro que, ao confundir “zumbi” com os mortos-vivos da cultura pop, empreende um percurso de autoconhecimento e pertencimento. A narrativa combina lirismo e oralidade, construindo pontes entre passado e presente, ancestralidade e infância, história e poesia.
Allan da Rosa, autor e educador, insere a luta quilombola e a resistência negra em um universo simbólico de afeto, memória e imaginação. A relação entre Candê, sua mãe Manta, o tio Prabin e a avó dona Cota Irene materializa a força dos laços familiares, o aprendizado intergeracional e a transmissão de saberes afro-brasileiros.
Ao tratar da identidade negra de modo afirmativo e sensível, o livro propicia o desenvolvimento de competências gerais da BNCC, sobretudo:
  • Competência 1: valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico […] para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
  • Competência 9: exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
  • Competência 3: valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
  • Competência 4: utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital – […] para expressar e partilhar experiências, emoções, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
Em sala de aula, Zumbi assombra quem? possibilita o trabalho com as Competências Específicas de Linguagens para o Ensino Fundamental: a compreensão das linguagens como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação da realidade e expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais (Competência 3), assim como o desenvolvimento do senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações artísticas e culturais, […] bem como a participação em práticas diversificadas, individuais e coletivas, na produção artístico-cultural, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas (Competência 5).
As atividades propostas no material de apoio favorecem o protagonismo discente e a leitura crítica e criativa, por meio de metodologias ativas (como rodas de conversa e aprendizagens baseadas em problemas). Essa abordagem estimula os estudantes a refletirem sobre o racismo estrutural e as heranças afro-brasileiras ao mesmo tempo que amplia seu repertório estético e humaniza sua percepção do outro.
Com linguagem poética e musical, o romance atua no eixo da educação antirracista, promovendo o debate sobre identidade, corpo e resistência – temas que dialogam com os temas contemporâneos transversais da BNCC, especialmente “Diversidade cultural”, “Direitos humanos”, “Educação das relações étnico-raciais” e “Cidadania e empatia”.
Além de sua relevância formativa, a obra contribui para o letramento literário, ao aproximar os estudantes de práticas de leitura prazerosas, acessíveis e politicamente significativas. Candê e Zumbi, em espelhamento poético, convidam os leitores a renascerem com consciência, orgulho e imaginação.
Sobre o autor
Allan da Rosa (1976-) é autor de diversas obras literárias, ensaísticas e teóricas, como Águas de homens pretos: imaginário, cisma e cotidiano ancestral – São Paulo, séculos 19 ao 21 (Veneta, 2021), Pedagoginga, autonomia e mocambagem (Jandaíra, 2019), Zagaia (DCL, 2007), Da cabula (Global, 2006), Reza de mãe (Nós, 2016) e outros títulos.
Escritor e angoleiro, Rosa cresceu na periferia da cidade de São Paulo, no bairro Americanópolis, e atualmente é historiador, mestre e doutor em Cultura e Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Foi professor de história, alfabetizador de jovens e adultos e integra, desde o início, o movimento de literatura periférica de São Paulo, além de colaborar como escritor e editor para o selo Edições Toró. Como educador popular, há anos organiza e ministra a série Pedagoginga, realizando cursos autônomos de estética e política afro-brasileira. Já palestrou, recitou, promoveu oficinas e debateu em rodas, feiras, universidades, bibliotecas e centros comunitários em diversos países.
Sobre o ilustrador
Edson Ikê (1980-) é ilustrador, designer e artista gráfico. Trabalha com diversas técnicas de ilustração diferentes, como a xilogravura, e busca misturar essa arte milenar a peças inovadoras e originais. Atento ao processo de criação, Ikê busca o desenho como pensamento e inspiração para suas explorações pessoais em torno das artes visuais. Nos últimos quinze anos desenvolveu trabalhos encomendados para editoras, jornais, projetos educacionais, revistas e mercado independente musical em todo o mundo e ganhou relevantes prêmios e reconhecimentos ao longo de sua carreira.
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Conheça o PNLD 2024 – Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano)

O PNLD 2024 atende estudantes e professores dos Anos Finais do Ensino Fundamental, oferecendo obras didáticas, literárias e recursos educacionais digitais. Nesta edição, três objetos compõem o programa:
Objeto 1 – Obras Didáticas
Organizadas por componentes curriculares, são compostas pelo Livro do Estudante (impresso e digital-interativo) e pelo Manual do Professor (impresso e digital-interativo). As obras didáticas foram escolhidas no 2º semestre de 2023.
Objeto 2 – Recursos Educacionais Digitais (REDs)
Materiais digitais para estudantes e professores, voltados ao reforço da aprendizagem, como Projetos Integradores, Projeto de Vida, instrumentos de avaliação e outros. A escolha permanece sem data definida.
 
Objeto 3 – Obras Literárias
Livros literários impressos e digitais para estudantes e professores, organizados em:
  • Categoria 1: 6º e 7º anos
  • Categoria 2: 8º e 9º anos
O cronograma atualizado para a escolha das obras literárias — Objeto 3 do PNLD Anos Finais (2024) — está disponível no site do FNDE.
 

 

Livro Acessível

De acordo com a lei brasileira de inclusão nº 13.146, de 6 de julho de 2015, a solicitação do livro acessível é destinada apenas para leitores/estudantes com deficiência.

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