selo-flip

Como se fosse a primeira vez

30 de junho de 2015

Por: Simone Paulino

Tenho usado bastante a metáfora do mar para falar dos acontecimentos da Nós. Acho que me agarrei fortemente ao conselho do Guazzelli “continue a nadar”, e deu certo. Pode ser só uma sensação minha, mas sinto que o mar em que navegamos (esse mar de palavras, de histórias e livros que somos) está cada dia melhor. Sopram ventos bons.

Chegamos a julho, mês de férias para as crianças (enquanto escrevo aqui, meu filho adolescente toca uma melodia do Cartola no violão) e mês da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty, que para mim é um dos momentos mais felizes do ano. Bem, Nós estaremos lá, é claro! Vamos a Paraty quase todos os anos desde que a festa começou. Mas a alegria maior desta vez surge como aquele sol inesperado que aparece num dia que era para ser nublado quando a gente está na praia: mais uma livraria linda acolheu a Nós! A charmosíssima Livraria das Marés, que fica no coração de Paraty. Além de vender nossos livros durante o evento, a Livraria das Marés abriu suas portas para entrarmos e conversarmos sobre Nós lá. De modo que estaremos com os autores do Eu sou favela, falando com o público naquele espaço meio mágico, cheio de luz e cheiro de mar. Meu coração se enche de contentamento.

Quando comecei a idealizar a Nós, em janeiro de 2015 (foi ontem, embora pareça tanto tempo), eu usei um verso do Drummond pra dizer do quanto eu precisaria das pessoas (“não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”), foi o que eu disse. O que não sabia era que além das minhas pessoas, que me acompanham e me ajudam com uma lealdade e uma generosidade sem fim, eu ia poder contar com outras tantas mãos amigas. Gratidão é só o que posso dizer ao vento, à vida, a essas pessoas. A escrita do meu post durou poucos minutos. A canção que o meu filho tocava acabou-se. Mas a melodia permanece aqui. No sábado, vou acordar bem cedinho, porque nosso encontro é às 10 horas da manhã na Livraria das Marés, quando Paraty está acordando e o sol vai secando as ruas de pedra molhadas do sereno ou da chuva fina. Quando “o triste se ausenta, faz-se a alegria, corremos e olhamos o céu, que o sol vem trazer, bom dia!”